Acervo de embalagens

Embalagens para cosméticos

O acervo reúne 1.817 embalagens para cosméticos em 19 categorias, de frascos airless e potes a bisnagas, válvulas e aplicadores. Cada ficha traz volume, material, acabamento, bocal e fechamento. A seleção é montada aqui e vira um briefing técnico enviado à nossa equipe, sem custo e sem compromisso.

A embalagem decide mais do projeto do que costuma parecer. Ela define a compatibilidade com a fórmula, o prazo de validade depois de aberto, o custo por unidade e a percepção de valor na prateleira. Por isso a escolha entra cedo no desenvolvimento, junto com a fórmula, e não no fim.

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Perguntas de quem está escolhendo embalagem

Como saber se o material da embalagem é compatível com a minha fórmula?

A compatibilidade se confirma em teste, não em tabela. O princípio geral: fórmula com óleo essencial ou alto teor de álcool ataca certos plásticos e pede vidro ou PEAD; fórmula com pH extremo pode reagir com metal; ativo sensível à luz precisa de vidro âmbar ou embalagem opaca. O teste padrão é envasar a fórmula real na embalagem candidata e acompanhar por semanas sob temperatura controlada, observando deformação, vazamento, alteração de cor e perda de ativo.

O que é rosca de embalagem e por que ela importa tanto?

Rosca é a medida padronizada do bocal, escrita como dois números, por exemplo 24/410. O primeiro é o diâmetro do bocal em milímetros e o segundo é o padrão de altura e passo da rosca. Ela importa porque define o que encaixa: um frasco 24/410 aceita qualquer tampa, pump ou válvula 24/410, de qualquer fornecedor. Definir o fechamento antes de fechar o bocal é a causa mais comum de retrabalho.

Como escolher o volume certo da embalagem?

Parta do uso real, não do número comercial redondo. Calcule quanto produto uma aplicação consome e multiplique pela frequência e pela duração desejada: um sérum de 3 gotas por dia dura cerca de dois meses em 30 ml. Volume grande demais faz o produto vencer aberto antes de acabar, e pequeno demais gera percepção de preço alto. Em ativo sensível, volume menor é aliado, porque reduz o tempo de exposição depois de aberto.

Qual a diferença entre PEAD e PET, e quando usar cada um?

PEAD é opaco, flexível e tem boa barreira química, o que o torna adequado a shampoo, condicionador e produtos com fórmula agressiva ou alcalina. PET é transparente, rígido e brilhante, com boa barreira a gases, indicado quando a marca quer mostrar o produto, como em óleos e tônicos. Na prática: se a fórmula precisa de proteção e a marca aceita opacidade, PEAD. Se a exibição do produto faz parte do apelo e a fórmula é estável, PET.

O que muda entre frasco airless e pump comum?

O pump comum tem um tubo que desce até o fundo e, a cada acionamento, deixa ar entrar para ocupar o espaço do produto retirado. O airless usa um pistão que sobe conforme o conteúdo é usado, sem entrada de ar. A diferença aparece em dois pontos: preservação, porque o airless protege ativos que oxidam, como vitamina C e retinol; e aproveitamento, porque o airless deixa residual bem menor. O airless custa mais e não aceita fórmula muito espessa.

Vidro ou plástico: qual escolher?

Vidro dá barreira superior, não reage com quase nenhuma fórmula e comunica valor, mas pesa no frete, quebra e limita formato. Plástico é leve, resistente e aceita mais formatos e cores, com custo menor, mas exige atenção à compatibilidade química e à barreira. Skincare com ativo instável e perfumaria costumam ir para vidro. Volume grande, banho e produto infantil costumam ir para plástico.

Quanto tempo leva para definir a embalagem de um projeto?

A definição costuma andar em paralelo ao desenvolvimento da fórmula, e o que determina o prazo é a disponibilidade da peça. Embalagem de linha, já em estoque do parceiro, resolve rápido. Peça sob encomenda ou com ferramental novo, como godê de diâmetro específico, acrescenta semanas. Por isso a escolha da embalagem entra cedo no projeto, e não no fim.